quarta-feira, 16 de março de 2011

Duas vias da receita:quem paga é o meio ambiente ou você?


Nessa semana consultei um oftalmologista . A receita , em duas vias , graças as novas regras da Anvisa.
Sai do consultório em direção à farmácia  pensando: qual o destino da via retida ?

Quem controla ? quem fiscaliza ? A medida é necessária ? Sendo necessária, esse modelo (duas vias), é a melhor solução?
Quais as conseqüências dessa resolução para o meio ambiente ? 
Para onde irá  ? Para uma central de receitas retidas. Imaginei a pilha que se formará rapidamente já que , estima-se , são vendidos  R$1.6 bilhões de reais por ano desse tipo de medicamento  no varejo.

Quanto papel.

Outra questão: quem controla? Não sei. Alguém sabe?
Para o orgão regulador tal exigência  tem como fundamento o uso exagerado , sem controle, dessa tipo de  medicamento. Correto. Parece necessário.
Exigir duas vias , em  papel, é a melhor solução ? Não. Papel , mesmo sendo 100% reciclável , não deve ser desperdiçado dessa maneira.
Para finalizar : não dá para entender a decisão de um órgão federal , em pleno século XXI ,que resolve algo produzindo  como conseqüência  dano ambiental. Existem outras maneiras, contemporâneas, de implementar algo com um olho na saúde pública  e outro  no meio ambiente.

Um Zuckerberg resolveria isso fácil.
A última pergunta: a iniciativa prosperou ,sem pensar no meio ambiente, por  outro motivo ? O que você acha?
Trilha: Tempo Perdido. Legião Urbana.
http://www.youtube.com/watch?v=059HEaYRve0

Imagens filosofando.blogspot.com
Blogdotiago.com
mkt360.blogspot.com

terça-feira, 15 de março de 2011

O outro lado de Sendai.


Conheço pouco da cultura nipônica. A expressão “pouco”, restringe-se a gastronomia. Graças ao  amigo e irmão Ricardo Xavier,  conheci o restaurante Sakae’s  pela  primeira vez em agosto de 1985. No balcão: senhor  Tadao e sua arte.Magnifico. Bons tempos.Naquela epóca culinária japonesa não era moda. A estréia foi  com um Tepan Yaki,recomendado para um ocidental iniciante.

 De lá até hoje sou fã, de carterinha, da maravilhosa culinária japonesa. O que mudou ? Apenas minhas opções. Hoje sushi e sashimi.
Do restaurante da decáda de  80 para o último final de semana: todos estamos  chocados. Preocupados, com os efeitos do  tsunami .  Nao bastasse isso,  aquela população corre  riscos gravissimos graças ao seu modelo energético.
As imagens e fotos inundaram , sem trocadilhos, a web.
Optei por outro enfoque.  Queria conhecer Sendai (cidade mais atingida) , um pouco de sua história , de sua natureza e, claro,  sua culinária.

Já habitada há 20.000 anos sua história ,como cidade, começou em 1600.
Hasekura Tsunenaga comandou a primeira missao comercial  de Sendai para Europa, em 1613. Corrigindo. Primeiro japonês a cruzar  o Oceano Atlântico. Passou pelo México depois foi para Madrid, Roma. A viagem durou 7 anos.

De 1.613 para antes de 11 de março:
A cidade das árvores e muito mais.


Gastronomia. Supresa. Um dos pratos típicos é ....língua de vaca assada na brasa, acompanhada de arroz com cebola. Chama-se Guytan.

Outro prato é torta  de pescado. Sasa-kamaboko.Uma pasta de peixes brancos

Para beber: Jizake. Um sake. Sendai é um dos melhores lugares de produção de arroz do Japão.

Para sobremesa: Wagashi ou doce japonês. O fundador de Sendai amava doce. Uma tradição da cidade.

Esse é , um pouco, do outro lado da cidade destruída. Oxalá permita que ela seja reconstruída. Tanto do ponto de vista material, como histórico. Torcer. É o que sobra para um modesto observador.

O Japão é conhecido como a terra do sol nascente. Lembrei do Barão Vermelho. Quando o Sol bater. Pode parecer contraditório um rock para um momento tão crítico. Vale ouvir o Barão. Clica ai http://www.youtube.com/watch?v=uGCxFxPdUKM&feature=related

Imagens do site oficial da cidade de  Sendai

sábado, 12 de março de 2011

Gaúcho é solidário ?


Infelizmente, na última quinta-feira, a população de São Lourenço vivenciou momentos de pânico e muitas dificuldades. Vidas, patrimônio e sensação de tranqüilidade foram levados pelas águas. Iniciativas de apoio e resolução surgiram, rapidamente, de todos os lados. Observando tais iniciativas fiquei pensando: gaúcho é solidário?
Tenho minhas dúvidas. Explico. Ouvindo uma rádio da capital tomei conhecimento que várias doações atrapalham mais do que ajudam. Gaúchos estão doando roupas velhas, sujas e sapatos, ou melhor, sapato com um pé só. Isso complica o trabalho dos voluntários.

Doação? Solidariedade? Nesse caso deve ter outro nome. Falando em solidariedade fica claro que não é só nas “ditas doações” que os gaúchos agem com sacanagem.

No trânsito, principalmente em Porto Alegre, gaúcho é solidário? Claro que não. Basta você ligar o pisca para que  o motorista ao  lado acelere e te feche. Pedestre na faixa , ninguém respeita. Ciclista nem se fala. 

Tudo é disputa. Alguém que leva roupas sujas ,ou um pé de sapato, para exercer seu ato de solidariedade é solidário? Direção não solidária acaba como? Brigas ou no cemitério.
Alguém dirá: é uma minoria. O forte do gaúcho não é a educação, nem a solidariedade. Aliás, no que os gaúchos são fortes?
Pra não dizer que não falei das  boas coisas gaúchas clica e confere a  banda RAIZ DE PEDRA  , que gravou  apenas dois discos. Que banda! Trem Fantasma.


Imagens
Guiasaoluiz.net
closetonline.com.br
clicrbs


quinta-feira, 10 de março de 2011

Não é minha praia.

Carnaval não é minha praia. Aliás ,nem praia.

O que mais me marcou num , dos raros desfiles que assisti, foi da Beija Flor em 1989. Com a  assinatura do Joãsinho Trinta: Ratos e Urubus, larguem minha fantasia.

A conquista da mesma escola com essa  homenagem ao rei RC é bacana.
O cara merece. Tremendão. Setentinha e vitorioso. Poucos artistas, no mundo,  atravessam décadas com a coroa bem polida.

Se você curte ,o cara , não pode deixar de comprar a edição especial da Bizz.  Começou circular no final de fevereiro. Excelente trabalho editorial.

A trilha é uma homenagem ao grande parceiro do Rei, Erasmo Carlos. Junto o Kiko Zambianchi: 
O Impossível.



Imagem  marceloguireli.multiply.com

marcelopazzini.blogspot.com
O Globo
Olhardireto.com

terça-feira, 8 de março de 2011

Mulher desconectada

O  post de hoje respeita a pauta do dia.

Escolhi a Yoani Sánchez. Ela dispensa apresentações. Apenas vou lembrar que no  final do ano passado a Universidade de Navarra,  Espanha , concedeu o prêmio Jaime Brunet de Promoção dos Direitos Humanos à blogueira por seu talento em narrar suas experiências cotidianas no país “dos Castros”.

No entanto, ela não recebe somente elogios e prêmios. 
Toma pau de várias correntes que defendem o modelo político vigente em Cuba. Agente da Cia , vendida são alguns  dos rótulos.

Aqui , na ilha de  Florianópolis, a escola de samba União da Ilha da Magia sagrou-se campeã do carnaval 2011 com o tema Cuba Sim. Contou até com a  presença de Aeida Guevara,  filha de Ernesto Che Guevara. O enredo  aborda à  história da revolução cubana.

 Será que  é mais fácil sambar  com pés e  cabeça no  passado ? Será que o atual  "ritmo"   daquela  ilha daria samba?

Enquanto isso quem dançou ,  no dia Internacional da Mulher, foi o blog da Yoani Sánchez. Esta fora do ar. Só uma mensagem: Error al intentar estabelecer uma conexion com la base de datos.

Trilha com a genial e doce Fernanda Takai: Diz que fui por ai.

http://www.youtube.com/watch?v=NNGfxU7PArY&feature=related

Imagens:Miroslav Tichy, bimchat.wordpress.com, depositomaia.blogspot.com, Diário Catarinense.

 

segunda-feira, 7 de março de 2011

Alain Ducasse e a volta as origens. Se você curte gastronomia....

 

Vale ler a entrevista do genial Alain Ducasse na revista Go’where, agora mensal.  Nunca estive em um dos seus restaurantes. Sua gastronomia é genial. Ninguém conquista nove estrelas do Michelin de graça. Cá entre nós: não experimentei, mas gostei. Gosto, de longa data, de seus conceitos culinários. 

Quase filosóficos. Ele diz: “Um chefe é bom ou ruim. Sucesso é outro departamento. O mais importante é a capacidade do chefe de perdurar com sua cozinha, com seus restaurantes”. Pelo menos não faz propaganda de caldo industrial. Nada contra propaganda. Tem certos conceitos que não se vende.
Além de genial é simples.
Mestre via Youtube:

Vale ouvir uma francesa bacana, Le petit voisin 

domingo, 6 de março de 2011

Walter, Emancipa e Luciana.

Este  final de semana, do ponto de vista editorial, tem dois exemplos extremos . Um positivo: A revista Veja contempla, em suas páginas amarelas, o libertário Walter Williams. Muito boa.

Tive a felicidade de ouvi-lo em um encontro do IEE (Instituto de Estudos Empresarias) na década de 90. Ele participou de um Fórum da Liberdade. Bons tempos aqueles.Uma pauta global. Suas ideias merecem reflexão.


No outro extremo, negativo, publica matéria críticando  a  ex-deputada Luciana Genro por sua iniciativa de criar o Emancipa. Um curso preparatório para alunos que irão participar do Enem e que, comprovadamente, sejam socialmente carentes. Vale dizer que a revista, de cara, exerce sua face tendenciosa. Usa fotos desfavoráveis tanto para a Luciana quanto para o Governador. Sem falar no texto. Mais. Não utilizou um dos princípios básicos do bom jornalismo: ouvir todas as partes. Nem a ex-deputada, nem os beneficiados. Nada. Apoiar o Emancipa não tem lado. Não é uma questão ideológica. Como já disse Fernando Pessoa, “Tudo vale a pena, se a alma não é pequena”.
Como ex-Juliano achei legal a Luciana escolher, para sediar o Emancipa, o colégio que já foi  um ícone do ensino gaúcho. Só falta incluir o xadrez como atividade. Quem freqüentou o colégio , na década de 80, sabe do que estou falando. Enfim, vale lembrar o que disse Walter na entrevista: “a melhor coisa que os brasileiros poderiam fazer é garantir educação de qualidade”. Viva a liberdade de expressão e de ação. Ação em prol da educação sempre é merecedora de elogios. Independente de que lado você esteja. Parabéns Luciana.


Para ilustrar iniciativas que rompem com a lógica tradicional vale lembrar a história de 11 jovens carentes do Rio que tiveram suas vidas transformadas pela música através do projeto Villa-Lobinhos. Ponto de partida do documentário, de 2009,  Contratempo. Só um pequeno exemplo de quão importante é um movimento em prol da mudança, na educação. O crédito , nesse  caso, é para Malu Mader.