quinta-feira, 22 de março de 2012

Via Marte, ideia muito bem realizada.



A boa propaganda merece registro. 
Uma boa ideia, bem realizada, não tem preço.
É o caso da nova campanha da Via Marte assinada pelo talentoso Álvaro Beck.
Parabéns Álvaro e equipe. Parabéns pra Via Marte e  para agência.
Boas ideias não se "criam", se não forem entregues pra gente de primeira. 

domingo, 18 de março de 2012

“Não gostava de dança”. Win Wenders no Estadão hoje.



É balé ? É teatro? Ou é simplesmente vida? 
São esses os questionamentos que apresentam Pina, documentário em 3D do diretor alemão Wim Wenders. 


No Brasil  a produção tem  estreia oficial  no dia 23 de março. 
Indicado ao Oscar 2012 de melhor documentário, Pina lança um olhar sobre o trabalho da coreógrafa alemã Pina Bausch (que morreu aos 68 anos, em 2009), por intermédio de sua companhia, a Tanztheater Wupperta, que segue na ativa.


Um dos grandes nomes da dança do século 20, Pina revolucionou a arte ao levar ao palco o seu teatro-dança, uma forma de dançar que destaca o lado humanístico das coreografias, e aceita toda a sorte de movimentos e gestos. Suas coreografias eram criadas de maneira colaborativa e traziam inspirações das cidades por onde a artista passava. 


Outro ponto alto nas obras de Pina era o palco, que ganhava elementos externos, como água, terra e pedras gigantescas.
No filme, Wenders abre espaço para que as criações de Pina falem por si.
Outro ponto que merece atenção é a utilização da tecnologia 3D em um longa dito de arte, uma vez que a maioria das produções que usam essa técnica até o momento tende a ser obras de aventura e animações, com foco no público mais jovem. 


Com isso, Wim Wenders se torna um dos primeiros diretores de renome a ir contra o estigma das produções feitas em três dimensões e aproveitar, sem preconceito, o que de interessante a tecnologia pode oferecer.
Ainda bem que o talentoso Win Wenders não gostava de dança até conhecer a Pina. Mudou. Para sorte de nos outros.


Curtam:
Trilha com Celia Cruz e Guantanamera


sexta-feira, 16 de março de 2012

Duda Melzer e uma happy aula.


 
Em 15 de março de  1962  o presidente americano John Kennedy institui o Dia Mundial dos Direitos do Consumidor. Configurou  os fundamentos de uma nova relação entre fornecedores e consumidores no mundo todo estabelecendo quatro direitos fundamentais: direito à segurança, informação, opção e à ser ouvido. Nesse cinquenta anos muito se brigou para a vivência desses conceitos. Considero o mais importante , desses direitos, o de opção. 

O exercício dele só foi e , é possível, graças ao mundo da comunicação. Refiro-me ao acesso a informação – seja ele editorial ou publicitário – somado ao pilar estratégico desse universo, que é a competição empresarial. 
A arena central desse embatel é a mídia em suas várias faces. 
A capacidade das organizações de se comunicarem e  construírem suas marcas, na mente e no coração dos consumidores, esta na mídia. 

O ponto de venda, a última milha , é o round final de uma disputa construída por competências estratégicas e táticas. Produto, preço , distribuição são vitais. Mas, todos sabemos , que  cada vez mais que essa variáveis possuem diferenças pouco percebidas.  
 Resta o quê ? A  força da comunicação para fazer a diferença. 
Hoje, assistindo a palestra do Duda  Melzer da RBS, renovei a crença que nunca deixei de ter. Ele falou para um auditório lotado na Agas (Associação Gaúcha de Supermercados do RS) e mostrou cinco cases de sucesso que contemplam a força da comunicação como diferencial competitivo de empresas gaúchas de sucesso local e nacional. Lojas Colombo, Ducatti, Iesa , Stara e Lojas Renner.
Fui num happy hour e sai como uma happy aula. 

Desculpem o trocadilho mas, é a melhor definição para a palestra do Duda. Sintetizando:  “não adianta ter o melhor  produto, o melhor preço ou distribuição se você não construir sua marca e a preferência dos consumidores. Isso é feito  via comunicação. 
Para construir tal posição além, da mídia é necessário suporte inteligente. Inteligência de planejamento, de criação. 
Onde encontrar? Nas boas agências de propaganda. 
Independente do tamanho físico. 
Procure uma agência estruturada e coloque seu case na próxima palestra do Melzer.
Trilha com Pato Fu, Antes que seja tarde.
http://www.youtube.com/watch?v=ZwU8gqh8T08

quarta-feira, 14 de março de 2012

Makoto e esculturas de luz.



Makoto Tojiki nasceu em 1975 em Miyzaki, Japão, e graduou-se na Kinki Universty em 1998 como engenheiro de design industrial. 


Depois de uma temporada projetando eletrodomésticos, ele iniciou sua carreira artística em tempo integral em 2002. Em relação ao seu trabalho , ele diz “ Um objeto é visto quando os nossos olhos captam a luz que é refletida pelo objeto.


Achei , no Google, dez   trabalhos com cavalos, uma das minhas paixões, escolhi cnco.



Crédito para o site The Cool Hunter,  que me proporcionou conhecer o trabalho dessa fera.
Vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=6LrkgRd85zw

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

A saudável falta de sutileza de Will Kurtz.

Will Kurtz captura , pelas lentes do seu IPhone,  imagens reais nas ruas de Nova Iorque e as transforma em obras de arte instigantes , memoráveis. 


Em sua última exposição, no Mike Weiss Gallery/NY em fevereiro de 2012 , chamada Extra Fucking Ordinary ele expressa uma estética convincente que, até poder parecer banal. 


Suas referências estão focadas nos estereótipos americanos como figuras incultas, turistas gordos enfim personagens de “rua”.



No entanto, segundo críticos, é notório que a beleza estética de Kurtz esta fundamentada na sua falta de sutileza. 


Ele cria personagens incríveis baseados em nova-iorquinos comuns, utilizando nada mais que restos de jornal, papel, madeira, arame e fitas.



Curto muito  seu trabalho. Sem nepotismo. 
Trilha com Fernanda Takai, Luz Negra, http://www.youtube.com/watch?v=rxpZ2XYpXq8

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Hipismo.Um esporte único.



Requer habilidades que outros esportes não exigem.
Por exemplo: harmonia entre dois seres vivos. Cá entre nós, mais  que harmonia. 
Técnica,  respeito , conhecimento, treino, precisão, inteligência física e emocional ,disciplina e paixão.
Na minha opinião apenas um outro esporte se aproxima dele. O basquete. 
A diferença, decisiva, esta no fato de que no segundo é um ser vivo e uma bola.



Sou um mero aprendiz apaixonado pelo esporte graças a minha filha Luciana , ao Johny parceiro das primeiras aulas e aos instrutores da SHPA  Adi, Alaor, Fernando, Kely, Silas, Claudia e Sibele.

Pratique  e vivencie esse esporte único.
Faça uma aula "teste" na Sociedade Hípica Portoalegrense e não desista. Assim irás vivenciar um esporte único.

Memórias do Hipismo, conheça alguns recordes de Saltos em altura.




O cavaleiro paulista Clóvis Camargo, com o cavalo irlandês Smart, foi o primeiro recordista brasileiro na modalidade, com a marca de 2m13, estabelecida em 1922.

O recorde só foi batido 27 anos depois pelo também paulista José Bonifácio Amorim ao passar limpo a altura de 2m17, com Loverain, em 1949 (foto ao lado).

Nesse mesmo ano é registrado ainda o recorde feminino (2m00) da amazona Antonieta de Revoredo/Neron.

Em 1981, Ney Boghossian/Bon Jour e Luiz Felipe de Azevedo/Tambo Nuevo ultrapassam o recorde de Amorim e fixam uma nova marca: 2m29.



É o primeiro resultado do programa Quebra de Recordes, desenvolvido pela Federação Paulista de Hipismo, com patrocínio da marca USTOP.

Outra vitória do programa ocorre em 1982. Luiz Felipe de Azevedo/Tambo Nuevo (foto ao lado) e Ricardo Gonçalves Filho/Complicado estabelecem o atual recorde brasileiro de salto em altura: 2m31.

 O recorde mundial é de 2m47, firmado em 1949, pelo capitão chileno Alberto Larraguibel/Huaso, em Viña del Mar, e permanece até hoje como uma marca inatingível.

Entretanto, se fosse considerada a altura saltada por Huaso, registrada a direita do obstáculo e não no meio das varas, como determina a FEI, a marca recorde subiria para 2m52.

Em outras competições de altura, como as provas de potência, nas quais o obstáculo a ser transposto é um muro e não um "irlandês" ( barreira constituída por uma grande sebe com varas superpostas e com inclinação de 60º), muitos resultados, bem acima dos 2 metros, foram alcançados.

Vários deles pertencem a Neco, montando Miss Moet et Chandon, égua especialista nesse tipo de prova e que detém o recorde com a extraordinária altura de 2m33.

Quebrar recordes é o sonho de todo esportista, qualquer que seja o esporte. E não poderia ser diferente entre os cavaleiros. Alguns ginetes arrojados tentaram, com seus espetaculares cavalos, conquistar essa honra máxima.

Em 1902, o italiano e famoso capitão Frederico 
 Caprilli, com Meloppo, fixou o primeiro recorde em saltar 2m08.

Em 1904, o capitão francês Crousse/Conspirateur, superou os 2m23 e, anos depois, os 2m35 (foto ao lado).

Em 1912, René Riscard/Montjoie lll e François Montespieus/Biskra alcançaram 2m36.

Em 1933, o tenente francês Chistian de Castries (famoso pela resistência em Diem Bien Phu, na Guerra da Indochina), com Vol-au-Vent, estabeleceu o recorde europeu de 2m38, superado somente cinco anos mais tarde pelo tenente italiano Antonio Gutierrez/Osoppo,  que estabeleceu a marca de 2m44.

Curiosamente, nos Estados Unidos foram registradas muitas vezes grandes alturas, como os 2m45 saltado pelo cavaleiro Jack Hamilton/Confidence; 2m46, por seu compatriota Fred Vesey/Great heart; e, incrível, 2m49, e até mesmo 2m51,  por Dick Donney, com o fantástico Heatherbloom.



Entretanto, tais recordes nunca foram reconhecidos oficialmente pela FEI, porque os saltos foram efetuados sobre obstáculos verticais, aliás, bem mas difíceis de transpor do que os "irlandeses".

Por isso, esses cavaleiros voadores merecem o registro na história do hipismo.




Antonieta Revoredo ultrapassa 2m00, em 1949: recorde feminino


Alberto Larraguibel/Huaso, em 1949, o recorde mundial de 2m47, que permanece até hoje.
Escolha uma boa escola, bons instrutores e descubra esse esporte único.
Curta uma degustação desse magnífico esporte:
 http://www.youtube.com/watch?v=EN8BAA64YuE&feature=related
Imagens:
Jefferson Bottega, Clic RBS , The Best Jump,
 http://www.eseqex.ensino.eb.br/equitacao 
Michael Jordan:
http://www.wallpapersonly.net/view/michael-jeffrey-jordan-1280x1024.html
Leia:
Trilha com Rolling Stones, Wild Horses: 
http://www.youtube.com/watch?v=ouoXwDiLDZU&feature=fvsr


Eleições na França , no Brasil e uma boa reflexão do historiador Carlos Mota.



Qualquer leitor atualizado acompanha  o Estadão. Conhece às convicções de seus proprietários. Legítimas. Claro, devem ser respeitadas. 
Leio , respeito e admiro o jornal. 
Claro, que divirjo de vários de seus enfoques. 
O que não posso é desconhecer sua contribuição a reflexão.   
No último domingo o jornal apresenta  duas matérias consistentes no tema eleições.
A primeira fala  das eleições, que acontecerão em maio, na França.
 Vale ler.


A candidata Marine Le Pen – filha do reacionário (adjetivo desse escriba, óbvio)  deixa claro  que ela é  a grande estrela das eleições de um país ideologicamente embalado por vinhos de Bordeaux e dilemas sociais e econômicos socialmente iguais em todo mundo.


Que sempre pautaram  a esquerda em todo mundo.

A segunda,
 é um artigo do talentoso  professor Carlos Mota. 
Carlos com sua habilidade de   escrever,  maior  do que falar,  nos faz pensar sobre o atual quadro político brasileiro – que é refletido no cenário das eleições municipais –  e é conclusivo quando diz:


 “ Os partidos políticos perderam importância, esvaziados de seus conteúdos , propriamente ideológicos, programáticos, civilizatórios. Suas lideranças abriram mão da crítica, da renovação urbana, da resistência à pseudomodernização selvagem, e por isso perdemos o futuro, afundados nesta sociedade de massas deseducadas, em que o espetáculo fica por conta dos BBs. ...O que falta é liderança efetiva , arejada e firme, para articular um projeto nacional moderno. Democrático, mobilizador e confiável.”
 Na mosca Carlos. Leia, na integra em:
Trilha: Raul Seixas , Eu também vou reclamar. http://www.youtube.com/watch?v=MqQq_ykY_j0