quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Seu Orlando partiu sem Samu.




A vida sempre é rica mesmo ,até na  tristeza. 
Conhecemos pessoas de todas as estirpes.
Gente do bem , gente do mal.
Gente que nem parece gente.
Mas, conhecemos gente solidária, comprometida , crítica  e engajada.
Na rua , onde moro, temos uma guarita de segurança.
Tem mais de 10 anos .
Passaram bons colaboradores .
Gente comprometida, como pouco se vê em empresas “estruturadas”.
Entre eles o Romário, Luiz e  o seu Orlando.
Este último assumiu a coordenação do local a partir de 01 de agosto deste ano.
Com 70 anos um trabalhador exemplar.
Nunca rompeu com os compromissos.
Chegava no horário, sai depois.
No alto de sua simplicidade tinha uma visão consistente (e crítica) sobre a  política  brasileira.
Me disse ,semana passada,  às 7h30min quando saia pra o trabalho e quando conversarmos  sobre o episódio do Barboza e Levandovski: “ Eles pensam pq somos pobres , somos burros. Estão enganados.”
Lembro como se fosse agora.
Esse era o seu Orlando.
Simplesmente atualizado, ligado.
No último sábado  comentou comigo: “ Minha conta do telefone fixo chegou e deu R$ 148,00. Tem alguma coisa errada.”
Na manhã do domingo   me mostrou a mesma  e disse “não entendi, o senhor pode olhar e me explicar?”
Olhei e disse: tem uma doação para a LBV.
Ato contínuo ele falou: “sim doação de dez reais” ...Que solidariedade...
Respondi: não de 75 reais.
Ele respondeu: vou lá terça-feira cancelar a conta ....
Terça ele morreu fruto da incompetência de muitos...não só do Samu.
Saudades do senhor Orlando.
Banda com fé eu vou.....
Trilha: Gilberto Gil, Andar com fé. http://www.youtube.com/watch?v=y6g83X6Lrwg


segunda-feira, 29 de abril de 2013

Indignação. Indigna Nação ?





Eu respeito, muito, gente com o talento para escrever.

Respeito o Duda Tajes. Respeito a Claudia Tajes. Respeito o Luiz Henrique Rosa. Respeito a Martha Medeiros. Respeito o Marcelo Pires. Respeito a Letícia .  Respeito o  Gazzola. Respeito o Vitor Knijnik, o Silvestrin e muitos outros (que provavelmente ficarão  brabos com meu não citar).

Eu não escrevo. Despejo.

Despejo minhas insatisfações.
Ou melhor, fal de  minhas idignações.


O post de hoje é fruto de cinco dias de muita , mas muita indignação.

Refiro-me, ao  assassinato primitivo da dentista Cinthya Magaly Moutinho de Souza.  
Foi um absurdo.
Ou melhor .Não foi absurdo. Foi triste. Foi  de doer. De chorar. 

Aqui entre nós: triste é nossa falta de indignação.

Toda semana tomamos conhecimento de algo terrível que arrasa uma família brasileira.

Um jovem de 19 anos leva um tiro na cabeça sem reagir.

Uma jovem , em Porto Alegre, e seu namorado entregam o carro e ela morre.

Um serial Killer mata 6 e ...tudo bem...

Na semana passada foi uma dentista. Com uma vida de doação.

Toda semana assistimos esse absurdo.


Ou melhor ,todo dia assistimos tudo  isso calados.

Caras pintada, aumento de passagem merecem protesto?
Respeito. Acho prá lá de válido.

E a  vida não?

Falta Nação ?

Falta Indignação ?

Falta Indigna Nação?
Hoje sem trilha. 




segunda-feira, 8 de abril de 2013

Descaso com Instituições Filantrópicas. Vergonha é pouco.



Nosso país é um catálogo de coisas que nos envergonham.
De A até Z.
Vamos encurtar e citar os , infelizmente,  já  consagrados.
Educação, Ética,  Corrupção,  Impostos., Responsabilidade fiscal e Saúde.
Nesse último tema é o  que dedico o post de hoje .

A paralisação dos hospitais filantrópicos , que aconteceu hoje, foi  extremamente  importante.
Se não fosse  atos , como o de hoje,  os gestores públicos não estariam  nem ai.
Usam e abusam da boba  lógica: “ o paciente não vai ser atendido”.
É uma decisão difícil, das entidades filantrópicas. 

Não é uma questão de escolha. 
Não atender, reivindicar, reivindicar não atendo.
Pessoas carentes necessitam de atenção, óbvio.
Mas, temos que pensar, que se o sistema filantrópico explodir eles nunca mais terão atendimento.
Um dia sem atendimento em nome do futuro é compreensível. 
Acredito.

O que não é compreensível é essa desatenção que o Estado (Estado ?) brasileiro dá a saúde pública.
Para termos um ideia do caos da situação financeira: atualmente, o déficit dos hospitais gaúchos é de R$ 1,2 bilhão, enquanto em nível nacional o número é de R$ 11 bilhões.
A estimativa é de que o número cresça para R$ 1,5 bilhão e R$ 16 bilhões até o final do ano.
No Rio Grande do Sul, as entidades filantrópicas respondem por mais de 75% do atendimento SUS à população, estas 245 entidades contam com 22.977 leitos, sendo 15.590 destinados ao SUS; Além disso, em 220 municípios do Estado, o único hospital que existe é filantrópico.
Parabéns a esses verdadeiros guerreiros que lideram e  trabalham  em  Instituições Filantrópicas.
Hoje é um caos. 
Mas, sem eles não existiria nem o caos.
Gestores, médicos, enfermeiros, técnicos, trabalhadores em geral fica meu modesto registro de orgulho pela dedicação de vocês.
Ao mesmo tempo,  minha indignação por nada mudar.
Torço para que mude.
Continuem trabalhando pela mudança. 
A cidadania agradece.
Em frente. Nada mudou é uma expressão que pode mudar.
Trilha para fechar o dia e não o tema: Leo Jaime. Nada Mudou.



quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

“Nenhum domingo será como antes” ...lembrei de We Are The World.



Allan Dias Castro e Rodrigo Ganso criaram um tema musical para homenagear as 239 vítimas da irresponsabilidade pública e privada.
 Vale conferir (e não curtir) . Particularmente  tenho muita tristeza em  lembrar a tragédia que a minha cidade viveu.  Nunca  saíra de minha alma.


O que Allan é Rodrigo criaram me faz lembrar  de We Are The World.
Trinta dias .  Cá entre nós: de um dia que nunca deveria ter existido.   
Chorar é pouco.
Confiram  ai o trabalho do Allan e Rodrigo.
Torçam para que nunca mais algo parecido aconteça.
Outro tema que fala de um tema histórico. Igualmente uma tragédia.



terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Vale ler ou ler novamente a The Economist de julho 2012. O Papa...


É pop ? A Igreja Católica e o Papa.
“Todo alvo que se move ...é um alvo. O pop não poupa ninguém...”
Leia a matéria de julho de 2012 da prestigiada The Economist.